Snow escreveu 28 de maio de 2015 with 5 comments
Antes de tudo, penso que seria uma tremenda bobagem deixar de mencionar o quão feliz e impressionada fiquei com a "comoção" de pessoas que apareceram aqui e por outros meios para me desejar sorte com o novo blogue! Talvez impressionada seja pouco, eu realmente me senti muito feliz com todos os comentários que li (até button da Shana ganhei!) /segura lágrima/ e queria agradecer por isso, muito obrigada gente!!

Me peguei pensando em que eu postaria primeiro, tinha as oneshot's antigas e também havia encontrado a primeira que publiquei, mas ela necessitava de grandes ajustes então descartei a ideia. E como o blogue é novo, por quê não começar com algo novo também? Daí me lembrei de uma ideia que tive com uma imagem de SoMa que tinha visto no Tumblr e não deu outra, quando vi aquela imagem a única coisa que vinha na minha cabeça era: "Tenho. Que. Escrever. Isso!!". E eu, logicamente escrevi algo /teehee/


[ we got married! - soulxmaka couple - soul eater ]

Ao incio era tudo negro, como se as luzes houvessem sido apagadas de repente, seus pobres olhos procuravam se acostumar com a escuridão do lugar. Mas que lugar era aquele? Ele não se lembrava de ter estado ali antes e muito menos de tê lo visto iluminado, uma sensação de estranhamento começava a lhe assolar o corpo. O que ele estava vestindo? Prestando mais atenção ao que vestia, agora podia se lembrar dos ternos que costumava usar nos recitais de violino que Wes dava para centenas de pessoas, ele odiava aquelas pessoas, e também odiava aquele lugar onde estava.

E assim como a escuridão que chegou de repente a luz começou, aos poucos, a invadir o lugar onde ele estava. Era tudo claro, parecia ser modesto mas ao mesmo tempo requintado, não lhe lembrava em nada os enormes salões de recitais, pois haviam longos vitrais com peças coloridas e logo acima de sua cabeça, notou um teto oval cheio de gravuras pitadas em aquarela. Parando para pensar, ele só odiava os salões de recitais, o lugar em que estava agora parecia ser mais aconchegante. Mas observando mais atentamente ele percebeu que havia alfo de estranho ali, ele parecia estar no centro de tudo, em um palco, onde toda a atenção das pessoas presentes ali estava voltada para ele.

Pessoas? Agora que ele fora perceber que haviam pessoas com ele ali, e por mais estranho que pudesse lhe parecer eram rostos conhecidos, a maioria colegas de turma, até mesmo Black Star e Kid estavam lá, sentados nas primeiras fileiras. Pensando melhor, agora ele estava começando a estranhar tamanha formalidade dos trajes que as pessoas usavam, eram ternos e vestidos por todos os lados, cabelo alinhados, sapatos e bolsas de grife. O que diabos estava para acontecer ali?!

 A noiva chegou!! - Alguém ao fundo gritou.

Noiva? Que noiva? Que ele se lembrasse, nunca havia se casado com ninguém até então, e muito menos planejava isso para um futuro próximo. Só que, olhando agora para o lugar onde estava, a roupa que vestia, o lugar e todos os convidados alguma coisa começou a se encaixar em sua cabeça, aquilo estava estranho demais para ser verdade. ele não poderia, em hipótese alguma, estar se casando com alguém, ele nem se lembrava de ter pedido a mão de uma garota! Mas tal revolta interna -nenhum convidado houvia notado que ele estava com um ponto de interrogação sobre a cabeça- foi caindo por terra quando viu quem era sua noiva.

Era Maka.

Ela estava linda, ainda mantendo o velho estilo simples, mas não deixava de ser linda. O vestido branco lhe descia até a altura das canelas -um vestido que cobrisse o corpo todo não ficaria bem nela-, também usava luvas igualmente brancas que iam até os cotovelos, uma tirava de flores cor de rosa e as tradicionais maria chiquinhas que levantavam seus cabelos ralos, bem que num momento como aquele ela poderia deixá lo solto, ficaria mais bonito. E ele ainda se perguntava o que havia o convencido de pedi la em casamento, isto é, se foi ele quem pediu. Não se lembrava de exatamente nada e aquilo o causa inquietação em seu corpo, estava nervoso, visivelmente nervoso.

Ela começara a andar, não trazia um buquê em mãos, apenas uma flor rosada, assim como as que jaziam em sua tiara. E de pronto, música preencheu toda a capela onde estavam, o que ele estranhou de inicio, pois a música que soava era doce e o som de um violino sozinho podia ser ouvido. E a melodia, ele jurava já ter ouvido uma vez, não era daquelas que seu irmão costumava tocas nos recitais, era mais feliz, e ele a havia tocado para Soul uma vez enquanto conversavam sobre seu estilo, o irmão havia dito que aquilo que tocava para os outros era só um dever que ele cumpria, sua música era bem mais feliz do que as que tocava. Convencido de que era Wes quem estava tocando a melodia olhou para o alto, e não houve dúvida, era ele mesmo quem tocava! Estava de  pé, em uma soleira acima da entrada da capela, vestia o mesmo terno que ele, só que maior.

Aquilo estava ficando cada vez mais estranho e ele não conseguia encontrar respostas para as perguntas que surgiam em sua mente. Mas agora, as respostas teriam de ficar para depois, Maka já estava de frente para ele, sorrindo feito uma boba com as maçãs do rosto coradas.

 Pare de me olhar assim, Soul! - Cochichou baixando o olhar.

O problema era que ele não conseguia parar de olhá la, estava estupefato demais para não olhar, surpreso demais para não deixar de notar o quão bonita sua artesã estava naquele momento. Mas ainda assim ele se sentia inquieto, e sua inquietação só aumentou quando escutou a voz autoritária que vinha de trás deles. Era um padre. Um padre que mais parecia Stein, com um dos seus sorrisos de quando estava pronto para dissecar algum animal indefeso.

 Estão de brincadeira com a minha cara ou o quê?! - Pela primeira vez Soul se pronunciou.

E parecia que depois de se pronunciar a vista dele começava a ficar embaçada. Olhou assustado para os convidados e tudo o que distinguiu foram borrões coloridos, se voltou a Maka e notou o sorriso gentil dela sumindo de seu campo de visão, como se estivesse se afastando dele aos poucos. Tudo estava se dissipando, o lugar, as pessoas, exatamente tudo. Ele não conseguia distinguir nada. E ele não conseguia novamente entender o porque, só era capaz de ouvir um som estridente vindo de todos os lados, e esse som não vinha do violino tocado por Wes.

Uma batida foi o suficiente. Mas dessa vez, o despertador não saiu voando em direção a porta.

De sobressalto ele pulou de seu colchão, olhou para todos os lados virando a cabeça tão rápido que se alguém o fizesse poderia acabar com dores. Estava suando, suando muito, e se sentia surpreso. Então, no final das contas aquilo tudo não passara de sonho?! Como podia ele ter sonhos daquele gênero se nunca havia planejado fazer alguma coisa parecida?!

 O desejo dos humanos é algo engraçado para Blair. - Miou a gata roxa de chapéu pontudo enquanto lambia as patas, estava na janela de Soul e ele nem sequer a havia notado.

 Do que você tá falando?

 Ué, do que eu ouvi o Soul resmungando enquanto dormia.

 Eu não falo dormindo.

 Então esse sonho deve ter feito falar, mas acho que a Maka-chan não ouviu nada. - Terminou a última frase com um sorrisinho.

 Sua gata idiota! Vai incomodar a manhã de algum peixeiro e não a minha!

 O Soul é tão cruel com a Blair! - Choramingou enquanto saltava da janela.

E assim que a gata desapareceu de seu campo de visão ele, pela primeira vez, observou o quão linda a manhã daquele dia estava. Eram tantas cores no céu que ele até esqueceu um pouco da irritação que sentiu pelos comentários nada sutis de Blair. Ele não entendia como conseguira falar dormindo e, para piorar, alguém o ouvira e não era um simples alguém, era a gata que adorava falar pelos cotovelos.

 Mas que diabos de "desejos humanos". Gata estúpida. - Esticou os braços sobre o parapeito da janela.

É, talvez faltassem alguns pontos para Soul poder melhorar a si mesmo do que aos outros.


Obrigada por ler!

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